segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Como começou a saga da descoberta da Deficiência do Fator XIII

No meu nascimento tive sangramento no umbigo. Para fazer a cicatrização do mesmo tive que passar por uma cirurgia aos 7 dias de vida.

Durante a minha infância, meus pais observavam que qualquer batida, por menor que fosse, formava-se um hematoma, ao trocar a dentição sempre tinha hemorragia, etc. Até que meu pai me levou para uma cidade maior (Juiz de Fora-MG) para fazer exames e descobrir qual tipo de doença eu tinha no sangue.

Naquela época, mais ou menos 35 anos atrás, não existiam exames específicos para as coagulapatias. Então como eu sou mulher, não podia ser hemofílica, assim me diagnosticaram como portadora da Doença de Von Willebrand.

As recomendações médicas foram: não praticar esportes coletivos, comer fígado, verduras, legumes e frutas, de preferência que tivessem vitamina K, e evitar medicamentos com AAS (ácido acetilsalícilico). E se precisasse fazer alguma cirurgia, teria que tomar o crioprecipitado.

Até então vivi a minha vida normalmente com os cuidados recomendados.

Daí começou a saga. Dia 3 de dezembro de 2010, eu e meu marido estávamos parados no sinal de trânsito quando uma van sem freio bateu na traseira do nosso carro. No momento, aparentemente não tivemos nenhum ferimento, tanto que viemos trabalhar normalmente.

Na noite de natal, tive uma dor de cabeça que nunca tinha sentido antes, fui levada para o pronto-socorro e os médicos disseram que devia ser alguma lesão muscular devido a batida de carro.

No dia de ano, senti mais uma vez uma dor de cabeça enorme e comecei a vomitar sem parar. Meu marido me levou para o hospital Quinta d`Or. Fizeram uma tomografia e constataram que eu tinha um AVC hemorrágico. Tive que operar para drenar o coágulo.

O neurocirurgião que me operou recomendou que eu procurasse um hematologista porque a minha coagulação era muita difícil e não havia nenhum outro fator que me levasse a ter um AVC senão algum problema no meu sangue.

Procurei os melhores hematologistas do Rio de Janeiro, fiz vários exames e segundo eles não tinha nada, e que o AVC provavelmente seria uma trauma da batida de carro.

Resumindo, no 15 de novembro de 2011 tive mais um AVC e em maio de 2012, outro.

Então, depois de muitos exames fui diagnosticada como deficiente do fator XIII.

Na aba Deficiência do Fator XIII relato mais sobre a deficiência.

Beijos!!!

7 comentários:

  1. Feliz por seu blog estar de volta! Adorei a iniciativa, querida Dani! Bjs

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  2. Que bom que seu blog está de volta. Adorei a iniciativa, querida Dani! bjs

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  3. Oi Dani! Vc tá de volta ao blog, mas sinceramente, eu não o conhecia! Acompanhei sua história, mas não com tantos detalhes. Agora, vou te seguir de perto. E q Deus te proteja sempre!

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    1. Oi Lu,
      Fico muito feliz que gostou do blog, é mais uma forma de mantermos contato. Obrigada pelas palavras. Beijos!

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  4. Oi Dani! Saudade! Agora q sei do seu blog, vai ser ótimo! Acompanhei seus problemas e suas vitórias! Q Deus te proteja sempre! Bjs, linda!!

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  5. Oi Dani! Muito bom ter acesso ao seu blog! Sempre acompanhei suas vitórias, pois procurava notícias com sua mãe. Q Deus continue te protegendo! Bj!

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